Trabalhos de alunos

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Trabalho realizado pelos alunos do 1.º ano da Escola n.º 3 do Barreiro
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Trabalhos de alunos da turma 5.º B do Agrupamento Rodrigues de Freitas – Porto
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Atelier de leitura

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A Maior Flor do Mundo

Esta é a história que José Saramago escreveu, “A Maior Flor do Mundo”.
Eu, como ele escreveu neste bonito livro, vou tentar recontar esta história, tornando-a mais simples e mais bonita. Então vou começar assim:
Numa aldeia, uma aldeia chamada Aldeia do Pico, situada no pico da montanha, morava um rapaz. Esse rapaz era muito aventureiro, adorava andar por aí a descobrir novas coisas e novos “mundos”.
Numa bela tarde de Verão, estava o menino numa das suas aventuras, quando deu conta que estava perdido. Mas nada o fez parar. Ele continuou e seguiu o seu instinto. Andou, andou, andou e, finalmente, estava no cimo da montanha mais alta de toda a aldeia do Pico. Mas a visão dele não era muito entusiasmante. Apenas conseguia ver um vasto e deserto campo, nada mais, nada menos. Apenas havia um pequeno, e quase insignificante, sinal de vida. Era uma pequena, feia e murcha flor. Mas o menino tinha muita pena dela. Tentou ir buscar água, mas nada feito. Onde é que num campo tão seco, tão vasto, situado no pico da montanha, se poderia encontrar água?
Ele tentou ajudá-la o mais que podia. Tapou-a do quente e forte sol de Verão, que banhava a Aldeia do Pico, tentou protegê-la de tudo e de todos. Afastou as ratazanas que andavam a roer o seu caule e os grandes enxames que vinham para roubar o seu pouco pólen. Mas estava a anoitecer. O pobre rapaz estava cansado e sem forças. Até que adormeceu.
O dia tinha chegado. Ouvia-se o rouxinol que todos os dias cantava ao pé do quarto do rapaz, ouvia-se o antigo relógio de pêndulo que estava pendurado na parede dele, sempre no seu barulho “tic, tac, tic, tac…”.
– Bom! – o rapaz acordou disparado da cama. Ele nem sabia se estava a sonhar ou não. Estava sentado, na sua bela e fofa cama, com o seu adorado e antigo relógio de pêndulo e com o seu amigo rouxinol com sua bela e bonita voz. Mas o que o surpreendia mais nem era tudo isto. Mesmo em cima da sua mesa-de-cabeceira estava, num grande vaso, a flor que vira no dia anterior. Mas não parecia a mesma flor. Era bonita, com fortes e bonitas cores. O rapaz estava feliz.
Esta sim era a maior flor do mundo. Não em tamanho, mas sim em amizade.

Esta é a minha história. Foi assim que eu a contei. E é desta maneira que se faz uma história com palavras mais simples, e mais bonitas (segundo o escritor).

Benedita Sá e Cunha
4º Ano B

Colégio Sagrado Coração de Maria, Lisboa
Setembro de 2009

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A Maior Flor do Mundo

Era uma vez um menino, que decidiu atravessar um rio. Atravessou-o e viu uma “Margarida”, que estava murcha. Então, decidiu ir buscar água para a regar e fez várias viagens, até conseguir reanimar a pobre flor. Esta cresceu muito.
Entretanto, como estava muito cansado, o menino adormeceu à sombra da flor.
Começou a escurecer e os pais, preocupados com o filho, foram à sua procura.
Quando o encontraram, estava a dormir tapado com uma linda pétala de flor.
E esta é a história da “Maior Flor do Mundo”.

Joana Silva, Beatriz Camolas e Carolina Reguengo, 7.º J
EB 2,3 Hermenegildo Capelo, Palmela

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A Maior Flor do Mundo

Era uma vez um menino,
que um escaravelho apanhou,
mas este conseguiu fugir,
e um rio atravessou.

O menino tinha medo do rio,
sempre que lá chegava,
voltava para trás,
pois tinha medo de cair à água.

Será que atravessou?
Ou para trás voltou?

Encheu-se de coragem,
arriscando-se ao atravessar.
Chegou ao outro lado vivo,
e sem se cansar.

Procurou o escaravelho,
por montes e montanhas,
por uma aldeia desconhecida.
Mas quando viu a colina,
com a flor colorida,
quase a falecer,
teve de a ajudar,
com a água que foi buscar.

A flor sobreviveu e cresceu,
e o menino adormeceu.

Os pais preocupados,
encontraram-no na colina.
Quando viram a flor,
pensaram que num jarro,
não a queriam pôr.

A população viu a flor,
mas não esqueceu a falta de comida.
E a flor ficou para com o rapaz,
muito agradecida.

Bernardo Pereira, 7.º J
EB 2,3 Hermenegildo Capelo, Palmela

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A Maior Flor do Mundo

Aqui vamos contar,
a história de uma flor.
A flor maior do mundo,
que cresceu sem parar.

Estava eu de férias,
quando vi um escaravelho,
avistei-o numa vala
e meti-o numa mala.

Quando cheguei a casa,
a mala fui olhar.
Estava lá o bicho,
Que começou a voar.

Fui atrás dele,
para ver até onde avançava.
Deparei-me com um rio,
mas como se passava?

Encontrei uma árvore,
que deu para atravessar.
Segui caminho,
até uma flor encontrar.

Era pequena como tudo,
não tinha água para beber.
Dei-lhe três gotas
e começou a crescer.

Então, muito cansado
adormeci na sua sombra.
Os meus pais foram-me buscar,
para ir para o meu lar.

Assim ficou conhecida
a maior flor do mundo.
Com um gesto de encantar,
cresceu sem parar.

António Sousa e Bruno Azevedo, 6.º J
EB 2,3 Hermenegildo Capelo, Palmela

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A Maior Flor do Mundo
(contada pelo escaravelho)

Num belo dia de sol, estava eu o escaravelho Pimpolho a recolher a minha comidinha quando ouço o barulho de um carro. De lá saiu um menino loiro com uns olhos grandes.
Ele tentou agarrar-me e conseguiu, meteu-me numa caixa muito escura e, com muito medo, só senti o carro a andar na escuridão da caixa.
Quando o carro parou pousou-me numa mesa ao sol, sem ele se aperceber saí da caixa e dirigi-me para a floresta. O rapazinho seguiu-me todo o caminho e quando parei à beira de uma flor murcha e velha o rapaz ficou a olhar para ela. Então eu fugi.
Comecei a correr e apercebi-me de que ele já não estava a seguir-me, continuei a caminhada, quando dei com uma comidinha não resisti e comecei a fazer a minha bolinha de novo, já que aquele rapazinho me tinha tirado a bola de comida que a minha mãe me dera. Quando já ia a meio da bola apareceu, novamente, o rapaz que andava de um lado para o outro com as mãos cheias de água e até me atropelou!
Como sou muito curioso fui espreitar, sabem o que vi? Um girassol do tamanho do mundo, maior que um prédio. Vi o rapazinho deitar-se e adormecer ao lado da flor e muito carinhosamente a flor deixou voar uma pétala que foi pousar sobre ele.
Comecei a ouvir chamar por ele e escondi-me debaixo da pétala onde ele estava deitado, até que chegaram os seus pais. Pegaram nele e levaram-no para casa. Eu fui com ele e quando chegámos a casa todas as pessoas estavam impressionadas com a flor que o menino tinha ajudado.
Quando o rapaz acordou viu-me, eu pensei que ele me ia tratar mal mas não, fez-me uma casa e foi-me levar comida, todos os dias. Afinal o menino era carinhoso e só me queria ajudar, até quando me perseguiu e me atropelou eu sabia que ele não me queria fazer mal (quer dizer não foi bem assim).

Um conselho de amigo: não julgue as pessoas pelo tamanho que têm.

Cátia Cunha, 6.º A
EB 2,3 de Lijó – Barcelos

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A Maior Flor do Mundo

…Era só uma flor. Mas tão caída, tão murcha, que o menino se chegou de cansado.
E como este menino era especial, achou que tinha de salvar a flor.
Então pegou num balde velho que tinha encontrado por perto, encheu-o de terra e pôs a flor lá dentro.
Foi para casa e plantou-a de novo. A flor ergueu-se e cresceu mais 10 cm, pois o que a flor precisava era de um amigo. O menino tratou-a bastante bem e para ele era a maior flor do mundo, não pelo tamanho mas pela sua amizade por ela.

Márcia Pereira, 6.º B
EB 2,3 de Lijó – Barcelos

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A Maior Flor do Mundo

Num lindo dia, de sol luminoso e brilhante, estava eu a procurar comida para armazenar durante toda a Primavera, quando apareceu repentinamente um carro cor-de-rosa onde se encontravam um menino, uma mulher e um homem. Logo percebi que era uma família. A mãe e o pai do menino procuravam encontrar uma linda árvore para plantar na sua casa, mas o rapaz andava na relva verde e húmida mais entretido a tentar apanhar-me. Eu tentava com todas as forças fugir, mas, o rapazinho cujo nome era António, apanhou-me e fechou-me numa caixa de cartão com uns pequenos furinhos para eu conseguir respirar. Eu tentei fingir que estava morto, mas o rapazinho percebeu logo pela minha expressão que estava a tentar enganá-lo.
Quando o carro parou, António deu um salto de alegria e eu com toda a agitação do menino assustei-me e dei uma cambalhota.
O seu pai e a sua mãe tentavam encontrar o sítio perfeito para plantar a pequena arvorezinha, não percebendo que António tentava chamar as suas atenções para mim. Triste e desolado, o rapaz abriu a caixa cheia de pó e eu pude libertar-me daquele lugar tão obscuro, apesar de ter uns pequenos furinhos que deixassem a luz atravessar a caixa.
Porém, António ao ver-me fugir foi a correr atrás de mim tentando apanhar – – me, sem ligar aos letreiros que diziam que era perigoso atravessar aquele muro.
O menino quando deixou de me ver reparou que no lugar onde se situava estava um rio com água límpida e cristalina. Atravessou-o através de um tronco de uma árvore que estava por cima do rio que fazia com que António tivesse acesso ao outro lado. Depois de o atravessar apercebeu-se que se encontrava no lugar mais maravilhoso que alguma vez estivera. Nesse lugar havia lindas flores de mil cores, árvores altas, de tronco forte e rugoso e muitas nuvens branquinhas que pareciam ser feitas de algodão. O rapaz, deslumbrado, continuou a sua caminhada, quando olhou ao longe avistou um lugar triste onde no meio se situava uma flor muito pequenina e murcha. António ao vê-la, no meio daquele lugar onde se encontravam belas flores, não hesitou em correr até ao rio e na cova das mãos pôs água cristalina. Quando chegou perto da flor, só levava consigo apenas pequeninas gotas, repetiu este percurso várias vezes até que quando olhou para a flor que pouco tempo antes estava murcha e pequenina, agora estava bela e enorme. Cansado, o menino adormeceu junto da flor, ela por sinal de gratidão agradeceu cobrindo-o com uma pétala leve e cheirosa.
Os pais do menino, preocupados com o seu desaparecimento, repararam que ao longe havia uma grande e bela flor. Pensando que o seu filho poderia encontrar-se naquele local correram com grande nervosismo na sua direcção. Quando lá chegaram, viram António a dormir com um ar feliz, coberto com uma grande pétala amarela e macia. Contentes por terem descoberto o filho que amavam tanto, acordaram-no e com ele foram seguindo caminho até há sua casa.
Os vizinhos e amigos, ao verem tal acontecimento, foram, muito admirados, saudar o rapazinho por ter ajudado aquela linda flor a ganhar de novo vida.

Mariana Maia, 6.º ano
Centro de Educação Integral de São João da Madeira

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José Saramago em A Maior Flor do Mundo

José era um menino que andava sempre à descoberta de novas coisas para fazer, para aprender, porque não as podia aprender na escola.
– Tragam-mo mais ou menos com um metro, verdinho na copa e sem folhas no tronco. – disse a mãe numa tarde de Verão.
Lá foram os dois, pai e filho à busca de uma planta.
Levantavam os olhos para cima e para baixo ao ritmo dos montes até que a encontraram. Saíram do carro e um senhor, que parecia um explorador, cumprimentou-os e eles retribuíram.
Enquanto saía do carro, José viu um pequeno escaravelho a empurrar a sua pequena bola de estrume. Ajoelhou-se e pegou naquele simpático bichinho. Já com a raiz alcançada e o arbusto tirado da terra, o pai de José chamou-o e ele já estava no carro pronto a arrancar com o seu escaravelho na caixinha com muitos buracos feitos com uma chave de fendas, à pressa.
Seu pai trouxera para a mala aquele lindo arbusto e envolvera a sua raiz num saco de plástico, daqueles de supermercado.
Chegaram à sua urbanização quando o seu vizinho, o sr.Bruno, que era jardineiro, estava a regar as suas plantas. A mãe de José estava a ler uma revista quando chegaram a casa. O pai e a mãe foram replantá-lo num pequeno canto para mais tarde terem vários arbustos cobrindo toda a parede do muro.
– Pai, mãe! Olhem o que encontrei! Um escaravelho!
– Sim, sim muito bem filho. – disse o pai sem qualquer convicção.
José ficou triste. Queria que o pai lhe desse mais atenção.
“Vou ver o bichinho,” – pensou.
E ao abrir a caixa, o bicho voou. Voou para uma zona de obras.
– Oh não! Que difícil vai ser encontrá-lo! – disse ele, em cima de um escadote, olhando para aquela vasta zona de obras. Sinais onde “Perigo” ou “Não Passar” estavam afixados.
Com os pais a irem para casa descansar depois de replantar aquele arbusto ele pensou” Vou passar!”. Uma ideia errada.
Peito em cima do muro, depois pernas e agora é só escorregar.
“Já estou cá em baixo? Que rápido!”. De facto, com um muro de quase dois metros parecia uma viagem longa. Mas não foi. Já estava lá em baixo e isso é que interessava. Não sei por que ele desceu para lá, mas também não interessa para esta história. Descendo um caminho até ao rio, lá estava ele, o escaravelho a fazer uma nova bola de estrume. Ao aperceber-se da sua presença ele voou. Voou primeiro paralelamente à margem do rio, mas depois com José a aproximar-se, foi para a floresta.
José, ao ver aquele matagal envolvendo aquela floresta retraiu-se. Atravessando o tronco e puxando as ervas para os lados com ambas as mãos, abriu caminho por entre a floresta. Mas afastando uma e outra, uma e outra, conseguiu chegar a um trilho já com menos plantas. Até que conseguiu chegar a uma clareira.
– Uau! Isto é grande, amplo!
De facto era mesmo. Árvores frondosas e gigantes, e um grande espaço lá em cima com um céu limpíssimo e azul, tranquilizante.
O escaravelho escondera-se debaixo de uma linda folha, invulgarmente verde. Destapando-se, o escaravelho viu José a tocar numa árvore rugosa castanha muito frondosa. Talvez a mais frondosa de todas as da clareira. Continuou o seu caminho. Não conhecia aquela parte da floresta. Para a frente era um monte de possibilidades. A curiosidade é uma virtude das crianças. Por isso continuou o seu caminho.
Caminhou, caminhou até que chegou a um prado cheio de flores brancas, coroas, e numa delas uma linda borboleta, amarela na maioria, mas com alguns rebordos e pintas castanhas, que abria e fechava as suas asas, alternadamente.
José olhava-a fixamente até que ela voou para o grande céu azul, agora já com algumas nuvens em formação. Mas nem subiu muito. Foi até à altura do pescoço de José, e voou aos altos e baixos sempre em frente até a um vale. Esse vale, dourado como ouro por causa do milho. De tão cansado que estava, José continuou a seguir a borboleta, caminhando. Até que, no meio da encosta do vale estava um estranho monte… Ele subiu-o lentamente, fitando-o com um olhar desconfiado. Quando chegou ao topo, o que viu?
No meio de um vale de milho estava um malmequer, murcho. Estava vergado para a frente, com as pétalas quase translúcidas, em vez de viçosas e bem definidas. Num solo árido, claro que iria.
-Oh, coitadinha, deve estar cheia de sede. Vou salvá-la! – disse ele convicto de que ia salvar a pobre flor.
Ao seu lado um buraco.
– Mas eu conheço isto! Isto é o buraco que o meu pai fez para buscar o arbusto! E ali estão as marcas do carro do meu pai! Mas como é que isto secou tão depressa? Que mistério! Água, água!
E correu, correu até ao rio à beira do matagal. É mesmo amor ao que se faz!
Trouxe a água nas mãos, pingando minuto a minuto, por fim chegou à beira da flor e depositou o restante da água nas suas raízes e ela, por milagre, ficou mais viçosa mas não totalmente. Uma motivação para José.
Repetiu a viagem imensas vezes e à medida que José depositava a água ela ficava maior, as folhas mais viçosas e as suas únicas cores: branco e verde tornavam-se mais vivos.
Até que José começou a ficar cansado e decidiu parar perto da sua protegida, bocejou e adormeceu e a flor, personificada pelas suas expressões de ternura, cedeu uma pétala ao menino para lhe servir de cobertor. A pétala voou, voou até parar por cima do menino.
A flor visou a sua casa e viu que os pais estavam preocupados com José. A sua mãe viu qualquer coisa mas não sabia o quê. Os seus pais caminharam em direcção àquela misteriosa sombra. Até que o seu pai, fazendo sombra com a mão para aclarar a sua visão, viu o seu filho, coberto com uma pétala branca. A sua mãe arrancou para ir buscar o seu filho.
– Filho… – arriscou a mãe.
– Hã? O quê?
– Anda para casa – pediu o pai. – Uau! Esta flor parece aquela que vimos quando fomos buscar o arbusto!?
– E é!
– O quê?
– A sério, pai, ela estava murcha mas eu avivei-a!
– Vamos para casa. – decidiu a mãe
– Concordo – disse José
Estava uma multidão, na praça, perto da casa de José ao pôr-do-sol, a ver o grande feito do menino. O jardineiro, o sr.Bruno, nem queria acreditar. Nem ele fazia as plantas crescerem tanto.
Chegou a família e ele felicitou o menino pelo seu feito e toda a gente fez o mesmo e quando foram todos para casa o sol já se tinha posto, dava agora lugar a uma lua cheia. A lua cheia da Azinhaga, Terra da Flor Gigante assim chamada pelo feito de José que mais tarde vinha a contar isto no livro “A Maior Flor do Mundo” e que mais tarde veio a ser conhecido por José Saramago.

Gonçalo Costa, 6.º ano
Centro de Educação Integral de São João da Madeira

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A Maior Flor do Mundo

Numa bonita tarde de Primavera, Horácio decidiu ir até à floresta observar com cuidado o comportamento dos insectos, estudar as suas formas de vida, tendo em atenção o registo da sua observação. Avistou um escaravelho que transportava comida e, para observar mais de perto, utilizou uma lupa para com mais pormenor ver a tarefa árdua que este animal fazia. Enquanto isto, passou um carro que subia as colinas onde viajavam duas pessoas. De repente, pararam num local onde existia uma árvore e uma flor e saiu do carro um homem com uma enxada e uma criança.
O pai da criança começou a cavar em redor da árvore e o pequenito António avistou o escaravelho que transportava a comida, curiosamente aquela que o Sr. Horácio tinha observado. Perseguiu-a e, a certa altura, aproximou-se dela, trouxe-a para o carro e guardou-a numa caixa que tinha preparado com buraquinhos. O seu pai, Sr. João, arrancou a árvore e meteu-a no carro para levar para casa. Ao ver isto o Sr. Horácio ficou muito admirado, pois não queria acreditar que alguém fosse capaz de destruir a natureza.
Ao chegarem a casa, António estava muito ansioso por mostrar à mãe o animalzinho que tinha apanhado, mas tal foi o seu espanto que ao abrir a caixa o escaravelho voou e ele ficou tão curioso que correu atrás dele e foi encontrá-lo junto a um rio a construir uma pequena bola. Este, assustado, fugiu. António não desistiu e continuou a persegui-lo atravessando o rio por um tronco que servia de ponte. Ao longo do caminho, encontrou uma beleza extraordinária de cores e formas de flores, árvores e arbustos. O escaravelho tão assustado escondeu-se debaixo de umas folhas no chão e o menino nem deu pela sua presença, pois estava surpreendido com a borboleta, seguiu-a e quando deu conta avistou o local onde tinha estado com o seu pai nessa manhã. Correu até lá e verificou que a flor que estava, nessa manhã, ao lado da árvore, permanecia, mas estava quase a morrer de sede. O António com tanta pena da flor correu até ao rio para trazer um pouco de água para fazer reviver a pequena flor. Passou pelo escaravelho, mas nem deu por isso, pois o seu objectivo naquele instante era outro.
Quando chegou próximo do rio, colocou as mãos em concha, encheu-as com água, mas no retorno ia deixando cair algumas gotas. Ao chegar junto da flor, verteu toda a água que ainda restava nas suas mãozitas.
As raízes da planta foram absorvendo a água através da zona pilosa, que juntamente com os sais minerais, formaram a seiva bruta que foi transportada pelos vasos condutores até à flor. Esta, ao receber este manjar, levantou as suas pétalas, começou a crescer, a crescer a crescer tanto mas tanto que se tornou a flor maior do mundo.
O António tão cansado que estava do trabalho que teve para dar vida à flor, deitou-se no solo junto a esta e adormeceu. A flor, como prova de agradecimento e de reconhecimento, soltou uma das suas belas pétalas que foi cobrir o pequeno corpo do António.
Os pais de António tão entretidos que estavam a plantar a árvore que tinham trazido nessa manhã, nem deram por falta do filho. De repente olharam para o muro de casa e viram que estava lá encostada uma escada. Ao dirigirem-se para o muro, avistaram ao longe uma enorme flor e de repente saltou à memória do pai que o António tivesse fugido para a montanha onde tinham estado de manhã.
Numa grande aflição, os pais do António correram à sua procura e ao aproximarem-se da enorme flor, encontraram o pequenino deitado no chão num sono profundo. Ajoelharam-se ao seu lado e o António acordou. Abraçaram-se e regressaram a casa muito felizes por terem encontrado o seu filho e por este ter praticado um acto tão bonito perante a natureza. Pelo caminho António encontrou o escaravelho que lhe acenava alegremente.
Todo o povo da aldeia ficou admirado ao ver aquela flor tão grande até mesmo Horácio que tinha no seu quintal a mesma espécie, mas não tinham aquela altura.
Até mesmo as florinhas gostam de ser mimadas e bem tratadas!…

Filipe Teixeira Ribeiro, 6.º ano
Centro de Educação Integral de São João da Madeira

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A Maior Flor do Mundo

Esta é a história de um menino que teve as suas aventuras fora da aldeia sossegada onde viviam os seus pais, uma irmã, talvez os avós e outros familiares de quem não sei nada.
Este menino saiu do seu quintal e desceu o rio, saltitando de pedra em pedra, brincando com tudo o que estava à sua volta, observando atentamente todas as plantas verdejantes e todos os passaritos que iam passando e falando com ele.
Chegou ao fim do caminho onde já se aventurara sozinho e, para decidir se continuava, teve de perguntar a si próprio: ‹‹ Vou ou não vou? ››. E foi.
O rio fazia um grande desvio, mas como o menino já estava um pouco farto de rio, continuou em frente por grandes campos verdes, extensos olivais, passou por bosques de árvores altas onde pairava o silêncio e um agradável cheiro a flores, troncos e folhas.
Andou, andou, até que chegou a uma clareira, e no meio, uma colina redonda.
O menino subiu-a e lá em cima viu… apenas uma flor, mas muito murcha, muito seca.
Tinha de a salvar. Mas com que água? Em cima da colina nem pinga e lá em baixo apenas só no rio, que estava longe. Mas não fazia diferença.
O menino desceu a montanha, atravessou o mundo até que chegou ao rio. Encheu as mãos com o máximo de água que pôde e voltou a atravessar o mundo.
Apenas três gotas caíram na flor, mas ele continuou e fez a viagem 20 vezes, cá e lá.
A flor já tinha cheiro e dava sombra.
O menino adormeceu debaixo da flor e os pais, sem saberem dele, ficaram preocupados. Toda a gente o procurou, mas ninguém o encontrava.
Procuraram por todo o lado e, quando veio o pôr-do-sol, repararam numa flor que não se lembravam de estar ali.
Subiram a colina e viram o menino adormecido, coberto por uma grande pétala com todas as cores do arco-íris. Levaram-no para casa.
Quando passava nas ruas, diziam que tinha feito uma coisa muito maior do que o seu tamanho e do que todos os tamanhos.

Mariana Ramalho, 6.º ano
Centro de Educação Integral de São João da Madeira

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Dali para diante, para o nosso menino será só uma pergunta sem literatura: «Vou ou não vou?» E foi.

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Mas a flor aprumada já dava cheiro no ar, e como se fosse um carvalho deitava sombra no chão.

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Quem sabe se um dia virei a ler outra vez esta história, escrita por ti que me lês, mas muito mais bonita?...

Trabalhos em cerâmica realizados por alunos
da EBI/JI do Alto dos Moinhos – Corroios

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A história segundo o Kiko

Sou o escaravelho Kiko e estava em cima de uma flor, quando fui apanhado pelo Zezinho que me meteu numa caixa com buracos.
– Eu sou igual a todas as pessoas. Podes tirar-me daqui? Quero ir fazer a minha vida! – pedi-lhe.
Mas o Zezinho não me deu ouvidos até que tropeçou numa pedra, a caixa abriu-se e eu fugi a voar para a floresta.
O Zezinho bem que correu atrás de mim: atravessou o rio, passou por campos de campainhas coloridas, árvores e árvores sem fim, só que não conseguiu apanhar-me.
Andava eu a trabalhar, a fazer a minha casa, a suar em bica e quem vejo? O Zezinho a correr esbaforido com água nas mãos feitas concha.
– Onde é que este malandro vai que nem me viu?
Fiquei curioso e segui-o. Será que ele apanhou algum dos meus amigos?
Voei, voei e o Zezinho continuava a passar por mim para lá e para cá com água nas mãos.
Quando cheguei ao sopé da colina vi a maior flor do mundo e o Zezinho adormecido na sombra da flor e uma pétala como se fosse um cobertor.
Voei até ao Zezinho e soprei devagarinho ao seu ouvido:
– És um herói!
O Zezinho acordou, agradeceu-me as palavras e abraçou-me. Ficámos amigos para sempre. A flor passou a ser a minha casa, porque foi lá que encontrei a Nini, a minha namorada.
Daqui, da minha casa, avisto a aldeia e a casa do Zezinho. Todas as noites, ele faz-me sinais de luzes com uma lanterna a dizer-me:
– Tenham uma noite feliz!
Agora já tenho uma história para contar aos meus filhos.

Ana Patrícia, Dulciney Pontes, Lassana Indjai, Malam Sané, Nikita, Ruben Brito, Sónia Coelho, Tiago Baptista
Centro de Recuperação do Alcoitão

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Lassana Indjai

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Malam Sané

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O Herói da Flor

Era uma vez um rapazinho que não sabia ler nem escrever… Vivia numa ilha encantada, tinha alegria e casas por todo o lado! Mas não havia escola, por isso tinha de arranjar alguma coisa que gostasse de fazer.
Este menino chamava-se José Saramago. De facto, era conhecido como o “Letras”, pois naquela ilha era o único com imaginação para quase tudo!
Uma vez, preocupado por não ter imaginação, foi até aos confins da ilha sem se preocupar com mais nada… Foi tão longe que, quando se lembrou de que estava sozinho, seguiu para onde o destino o levasse… Se já ninguém sabia dele, podia continuar a sua viagem perdida! Pelo caminho, encontrou uma flor. Era estranha, mas o mais engraçado é que chamava muito a sua atenção. Ficou um longo tempo a olhar para a pequena flor murcha e, logo depois, lembrou-se de ir buscar água ao rio. Foi um longo caminho, mas voltou para ao pé da flor num instante! Sem imaginar que poderia acontecer uma coisa tão fascinante, a flor subiu, subiu e subiu cada vez mais…
A flor, naquele estado, parecia do tamanho do mundo!
O sono, de repente, chegou aos olhos do pequeno rapaz, o “Letras”. A flor, para lhe agradecer, decidiu dar uma das suas pétalas para servir de cobertor durante algum tempo…
Entretanto, os pais do rapaz já estavam preocupados. Deram a volta à ilha encantada, mas nada…
De repente, uma porta, vinda do nada, abriu-se… Os pais, com algumas esperanças, atravessaram a porta e um pouco mais à frente encontraram o José…
Finalmente em casa, José Saramago foi até ao centro da ilha ver a grande flor.
Com um sorriso na cara, as pessoas que lá viviam deram um abraço ao “Letras” e todas juntas disseram:
– Este é o nosso herói!
Tentei cumprir a promessa de escrever esta história com outras palavras. Espero que esteja bem contada, para mais tarde escrever as minhas próprias histórias!

Ana Rita Simões Lopes, 5.º A
Agrupamento de Escolas Inês de Castro – Coimbra

5 Respostas

  1. No âmbito da ida de 2 turmas do nosso Jardim-de-Infância à 1ª Festa do Livro Infantil e à respectiva participação no atelier promovido pela Fundação Saramago, os nossos alunos produziram alguns trabalhos sobre este livro. Gostavamos de referenciar um cartaz do qual temos uma fotografia. Gostaríamos também de vos oferecer o original.
    Com os nossos cumprimentos
    Isabel Martins (em nome dos educadores envolvidos)

    • Jose Saramago e o menhor escritor de litratura

      didicado a todos os professores da escola: de alvarelhos EB2,3 escola Do Castro

  2. A maior Flor do Mundo ( Reescrita a Pedido de Saramago)

    Ivanir Faria

    Havia uma aldeia chamada Azinhaga, plantada numa região conhecida como Ribatejo, no coração de Portugal.

    De uma família de camponeses, ali nascera um menino que se chamava José porque esse era também o nome do santo de devoção de sua Mãe.

    Ainda bebé de colo, José conhecera a figura do santo, pois ficava horas ao pé da imagem ouvindo sua Mãe rezar. São José trazia num braço o Menino e no outro uma haste com flores brancas. Aí, nessas flores é que o bebé, o José, nosso herói prendia sua atenção. Aprendera, desde então, a gostar muito das flores…

    (Estamos na primeira página e acho muito cedo para o menino sair e se aventurar pelo mundo e fora dele, vamos deixar isso para a próxima página…)

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    Alguns anos se passaram. José crescia entre os poucos familiares: além da Mãe e do Pai, uma Irmã mais nova, com quem às vezes brincava. Tinha uma Avó um tanto caduca, de quem pouco se aproximava, talvez por ter muita imaginação e ver na senhora uma figura que lhe metia medo. Ah, havia ainda um Tio que aparecia quando bem lhe apetecia e de novo sumia (tanto é que dele já me esquecia).

    Estava José nos fundos do quintal a tentar salvar as mirradas flores que possuía e, de regador em mãos, resolveu cruzar a mata das azinheiras para chegar até ao rio.

    Encheu o regador e mirou a correnteza a pensar onde é que toda aquela água iria parar.

    “_Será que segue para regar mil campos de flores mais viçosas do que as que eu tento salvar?(“Vou ou não vou?”)

    E foi. Sem mais pensar. Abandonou ali seu compromisso e rumou à aventura de descobrir que flores haviam pelo Mundo, diferentes das suas minúsculas margaridas.

    Seguiu a correnteza até quando mais não pôde. Desaguou no mar e misturou-se às águas salgadas.

    Na lombada de um golfinho camarada viajou léguas e milhas, para além da costa, até aportar em uma praia, numa ilha distante, da qual nem o nome sabia.

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    Adentrou corajosamente naquelas terras para ver no que aquilo ia dar. Cruzou campos, subiu e desceu montantas, sempre sozinho pois por aquelas bandas não se via uma alma viva, nem uma borboleta razante, nada, um sinal sequer. Viu muita verdura, mas nada de flores ali. Era de admirar!

    Continuou rumo Norte (Isso bem verdade não é. Nem eu, nem ele possuímos uma bússola para saber, mas esse “Norte” aconchega bem a frase, tem grande efeito literário…).

    Quando subiu uma encosta o é que viu ele? Era a uma flor, mas nem parecia, de tão grande que era. Mas tão murcha estava ela que chegavam ao chão suas pétalas tronchudas…

    Ali, vendo aquela agonia, dela teve pena e sentiu-se compromissado em salvá-la. Água, nem da chuva, nem do rio, nem da talha. O Rio… Havia passado por um grande rio, mas tão longe ele estava!… “Não importa”.

    “Desce o menino a montanha,

    Atravessa o mundo todo,

    Chega ao grande rio Nilo,

    No côncavo das mãos recolhe

    Quanto de água lá cabia,

    Volta ao mundo a atravessar,

    Pela vertente se arrasta,

    Três gotas que lá chegaram,

    Bebeu-as a flor sedenta.

    Vinte vezes cá e lá,

    Cem mil viagens à Lua,

    O sangue nos pés descalços,

    Mas a flor aprumada

    Já dava cheiro no ar,

    E como se fosse um carvalho

    Deitava sombra no chão”.

    Cansado, José adormeceu debaixo da flor. Em casa, os pais mais que aflitos procuravam pelo menino. Cantos, caixas, moitas, nada! Família, vizinhos e amigos procuraram e também nada encontraram.

    Era já sol-pôr e avistaram uma enorme flor na colina.

    “_Não estava nada ali. De onde surgiu essa flor?

    Correram curiosos, um após o outro, em fila. Ao lado do caule robusto estava caída uma pétala perfumada, com todas as cores do arco-íris. O primeiro que chegou teve medo e ficou quieto. O segundo e o terceiro igualmente paralisados. Por fim chegaram os pais ofegantes. Com coragem ergueram a pétala gigante e delicadamente tomaram o filho nos braços.

    Em casa, o menino continuou a dormir durante muitas horas. Quando acordou, correu à janela e gritou:

    “_Onde está a flor gigante? Onde está ela?

    Mas não viu nenhuma colina e nem a maior flor do mundo.

    Perguntou à Mãe se a vira.

    “ _Foi só um sonho, José…” Respondeu carinhosamente. Tomou o filho pela mão e o levou de volta para a cama aconchegando-o sob uma pesada manta perfumada, listrada nas cores do arco-íris…

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    Muitos e muitos anos depois, José retornou à ilha de Lanzarote e ali decidiu viver para sempre.

    Todas as manhãs ao acordar vai à janela e vê uma colina. Nessa hora recorda a cena em que sua Mãe, a maior Mãe do mundo, depois de um pesadelo o aconchegara na cama cobrindo-o com uma perfumada pétala de flor…

    FIM

  3. Sou sou a Joana sou criança estou a estudar sobre voce

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