A Maior Flor do Mundo no Agrupamento de Escolas do Cerco

Tal como noticiámos, A Maior Flor do Mundo esteve ontem, dia 11 de Janeiro, no Agrupamento de Escolas do Cerco, no Porto. O Bairro do Cerco é conhecido pelos problemas sociais e económicos que aí existem. Situações como o tráfico de droga ou como a prostituição fazem parte do dia-a-dia dos seus habitantes, estando as crianças e os jovens que aí residem confrontados com dramáticas dificuldades humanas. Se a Escola está situada neste Bairro poderia pensar-se que a realidade escolar seria uma continuação do que se passa nas ruas do Cerco. No entanto, tal não se verifica. Muito por responsabilidade do corpo docente da Escola, que diariamente dá respostas, pedagógicas e não só, às questões que os alunos colocam. Numa altura em que os professores são confrontados com uma série de críticas, seria bom que o poder político e os cidadãos contactassem com o trabalho que muitos deles realizam e que ajuda a que um maior número de jovens não se deixe enredar nas teias sociais que os envolvem. Se defendemos que a Escola tem o papel de ensinar, deixando aos pais e avós o papel de educar, não podemos também esquecer que, em alguns locais, os professores não

podem dissociar as duas vertentes. Neste caso concreto, ambas estão presentes nas respostas que são pedidas aos professores

quando os alunos lhes confessam os seus dramas familiares, a falta de dinheiro ou de alimentação. Ontem, tomámos contacto com esta realidade e observámos a preocupação da equipa de professores-bibliotecários em acompanhar os alunos, tanto nas actividades curriculares como na preparação e disponibilização de actividades fora do espaço escolar. No que respeita concretamente aos ateliês que ali desenvolvemos, estiveram presentes, para além dos professores que acompanharam as nove turmas, diversos professores-bibliotecários do Agrupamento e não só, os quais, a partir deste ateliês, reproduzirão as sessões comturmas de outras escolas. Quanto aos alunos, as sessões de ontem vieram confirmar que estes jovens, apesar das marcas das dificuldades sociais, têm uma apetência e uma disponibilidade para participar neste trabalho que muitas vezes, noutras realidades e noutros locais, não se verificam. Foram portanto sessões muito animadas, com grande adesão por parte das nove turmas do 5.º Ano com quem trabalhámos. Ficamos agora à espera dos trabalhos que chegarão em breve e que, para além de serem apresentados neste espaço, integrarão o Projecto Ler é Preciso, cuja temática durante o presente ano lectivo será a vida e a obra de José Saramago.

A todos os participantes envolvidos, alunos e professores, o nosso agradecimento pela recepção e pela disponibilidade.

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