“A Maior Flor do Mundo” em Rosario, Argentina

Recebemos por e-mail uma carta de uma professora com o relato da experiência vivida com os seus alunos a partir do livro e do filme “A Maior Flor do Mundo”. Aqui a reproduzimos, acompanhada de imagens do trabalho que ali foi desenvolvido:

Sr. José Saramago:

Me dirijo a usted como docente del Jardín Nº 46 de la ciudad de Rosario, Argentina, para contarle la experiencia acontecida en nuestra institución.
Con los niños de sala de 4 años, con el fin de ofrecerles una oportunidad diferente y maravillosa como lo es la literatura, el arte, el mundo cinematográfico y audiovisual se trabajo a partir de su cuento “La flor mas grande del mundo”(libro- álbum y cortometraje) estando muy felices tanto niños como adultos de lo que este disparador provoco, sensibilizo y conmovió a todos, abriendo abanicos para retrabajarlo y, como usted dice “narrarlo de otras maneras”. Estoy convencida de que los rastros de una experiencia escolar, funcionan como huella y permiten pensar que en lo escolar puede estar conformado tanto por el escenario y por las actividades que la provocan y agrego que además por los vínculos que en ella se inscriben y posibilitan, cuerpos que intercambian, que cooperan, que se comunican, que se emocionan, que aprenden, que crean, que bailan, que reinventan. Es por eso, que con los niñitos tomamos su “semilla” y su invitación a plantar “nuestra propia flor mas grande del mundo” abriendo la posibilidad de pensar un “ser, estar, sentir y hacer” en el mundo desde una perspectiva diferente desprendiéndose las siguientes actividades: dramatización de partes significativas del relato( flor marchita, flor que revive con el agua que el niño le lleva para ayudarla, contemplación por el pueblo de la flor más grande del mundo); confección de murales de “nuestra flor”(la que se construyo entre todos los pequeños a través de la solidaridad, la tolerancia, la amistad, la cooperación, el trabajo en grupo, etc); expresión con cintas de colores ( “Cuatro Estaciones” de Vivaldi.; armado de una flores con diferentes materiales y en el espacio bi y tridimensional.; elaboración de un libro con su tapa y contratapa en forma de flor las cuales incluirán diferentes maneras de decorarlo a través del lenguaje plástico; confección de señaladores para el LIBRO de cada subgrupo previa comprensión de la importancia y funcionalidad del mismo(realizado por subgrupo grupo-clase para luego rotarlo por familias) y socialización de lo producido, realizado y sentido mediante una “muestra” junto a las demás salas del Jardín.
Deseo agregar que las docentes de otras salas de 5 años, se sumaron a lo que el texto había generado, tomándolo como herramienta y eje del acto de graduación de dichos alumnos.
Quiero agradecer la posibilidad de utilizar una joya literaria como la suya que actuó como “brújula imaginaria” encaminando el mundo del arte y la inventiva creadora en este grupo de niños de tan solo 4 años y al enriquecimiento como docente con la experiencia vivida.
Le envío “el saludo mas grande del mundo” y fotos para que “mire” con sus propios ojos lo sucedido en dicha institución.

Silvana Moscariello

Jardin N.º 46 “Dr. Albert Schweitzer”

Anúncios

Curta-metragem “A Maior Flor do Mundo” premiada

A Maior Flor do Mundo foi distinguida com dois prémios e O Soldadinho de Chumbo com um na cerimónia de encerramento do Festival Filmets que teve lugar em Badalona.

A produtora Continental Animación recebeu no passado fim de semana os três prémios atribuídos às suas curtas-metragens neste reconhecido festival, que celebrava a sua 35.ª edição, e no qual participaram obras de 55 países.

Tanto O Soldadinho de Chumbo, adaptação do conto infantil de H. C. Andersen dirigido por Virginia Curiá e Tomás Conde, comoA Maior Flor do Mundo de José Saramago, dirigido por Juan Pablo Etcheverry, foram distinguidos na noite de sábado, ex-aequo, com o Prémio FNAC para a Melhor Curta-metragem Espanhola por votação do público infantil.

Para além deste prémio, a banda sonora de A Maior Flor do Mundo, composta por Emilio Aragón foi merecidamente distinguida ao receber o Prémio Amigos da Música de Badalona para a Melhor Música Original. Com estas distinções, A Maior Flor do Mundo, que foi nomeada em 2008 para Melhor Curta-metragem de Animação nos Goya, consegue outro grande êxito na sua passagem por festivais como Prémios Mestre Mateo, Tokyo Global Environmental Film Festival, Anchorage International Film Festival de Alaska ou o Festival Internacional de Cine Ecológico e Natureza de Canarias.

Estrada fora

Lisboa, Ferreira do Zêzere, Caldas da Rainha, Esgueira, Abrigada…

Os ateliers prosseguem a bom ritmo. Amanhã será a vez de Ansião, no centro do país.

Aqui ficam imagens das sessões de Esgueira (Aveiro), de Ferreira do Zêzere e de trabalhos de alunos à entrada do Colégio Sagrado Coração de Maria, em Lisboa:

esgueira_1

esgueira_2

fer_zezere

cor_maria_1

cor_maria_2

Ateliers “A Maior Flor do Mundo” de regresso

imagem_ateliersIniciado mais um ano lectivo, os ateliers “A Maior Flor do Mundo” estão de regresso.
Até Dezembro, as palavras de José Saramago, e as imagens e sons a partir delas criadas, partirão ao encontro de centenas de crianças de todo o país. As marcações voltaram a superar as expectativas, estando totalmente preenchidas até Janeiro de 2010.
No regresso, o primeiro atelier terá lugar em Lisboa, passando depois pelas Caldas da Rainha, Abrigada, Esgueira, Constância, Sines, Faro, Condeixa-a-Nova, entre outros.
O blog de acompanhamento ao projecto volta também à sua actividade, albergando as reacções de bibliotecários, professores e alunos e os trabalhos por estes produzidos.

“De Profundis” e “A Maior Flor do Mundo” juntos em Lisboa

de_profundis_6Realiza-se no próximo dia 30 de Julho a estreia em Portugal da longa-metragem De Profundis, de Miguelanxo Prado, com banda-sonora de Nani García, e produzido pela Continental Animación.
Nesta data, Lisboa receberá a visita das máximas autoridades culturais da Galiza, que acompanharão os autores e o produtor dos filmes. Pelas 21.30 Horas, nos Cinemas UCI do El Corte Inglés será exibida a película que “nos narra a fantástica história de um pintor enamorado pelo mar que vive junto à sua amada, uma violoncelista, numa romântica casa situada no meio do oceano”. Na mesma sessão será projectada a curta-metragem de animação A Maior Flor do Mundo, baseada no livro homónimo de José Saramago e realizada por Juan Pablo Etcheverry, com música de Emílio Aragón, que já foi exibida em numerosos festivais do mundo e galardoada com diversos prémios tanto na Europa como na América e Japão. Em Portugal, a Fundação José Saramago iniciou este ano um projecto itinerante de Promoção da Leitura que levou o livro e o filme a dezenas de escolas e bibliotecas de todo o pais. Um trabalho que pode ser acompanhado neste espaço, em textos anteriores.

de_profundis_4

de_profundis_2De Profundis – Imagens

À estreia assistirão os autores, as autoridades galegas, o Presidente do ICA (Instituto do Cinema e Audiovisual), e o administrador-delegado da Fundação José Saramago. O Escritor José Saramago estará presente através de uma vídeo-conferência.

Página oficial do filme De Profundis

Imagens cedidas por Continental Animación

Condeixa-a-Nova, Montemor-o-Velho e Venda do Pinheiro

Avançando a passos largos para o final deste ano lectivo, realizaram-se nas duas últimas semanas mais três ateliers A Maior Flor do Mundo.
Os dois primeiros levaram-nos ao centro do país, a Condeixa-a-Nova e a Montemor-o-Velho. Em ambos os casos, as actividades tiveram lugar nas respectivas Bibliotecas Escolares, tendo como participantes, e no total, seis turmas do 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico.
Em Montemor-o-Velho, a deslocação do atelier resultou de um contacto entre a coordenadora da Biblioteca Escolar e de uma responsável da Biblioteca Municipal, num exemplo de uma parceria que se verifica em cada vez mais Concelhos do país com resultados positivos. Neste espaço estava patente uma exposição sobre a vida e a obra de José Saramago, com a presença de diversos exemplares de obras do autor, destacando-se uma primeira edição (de 1957) do romance A Terra do Pecado.
Ontem foi a vez de visitarmos a EB 2,3 da Venda do Pinheiro, nos arredores de Lisboa, onde mais quatro turmas do 2.º Ciclo do Ensino Básico assistiram ao atelier. Uma visita a um Centro de Recursos Escolar que oferece aos estudantes a possibilidade de assistir a sessões com autores e a uma série de actividades que contribuem, de forma decisiva, para a promoção do livro e da leitura.

Nos próximos dias, novos trabalhos de alunos e novas imagens serão disponibilizados neste espaço.
Por agora, e enquanto preparamos um balanço desta primeira fase de itinerâncias, fica o convite para que nos acompanhem na sessão sobre a vida e a obra de José Rodrigues Miguéis, que a Fundação está a preparar para o próximo dia 15 de Junho. Será na Casa do Alentejo, pelas 18.30 Horas.

Ílhavo

A visita de ontem a Ílhavo contou com a participação de cinco turmas de três escolas do Concelho divididas em três grupos.
Na sala polivalente do belíssimo edifício da Biblioteca, que resultou de um extraordinário projecto de arquitectura que integrou num novo espaço um antigo palácio, os cerca de 100 alunos participaram activamente nas actividades propostas, acompanhados das professoras e da equipa de animação da Biblioteca.
Destas sessões resultou a confirmação de uma tendência que já se vem notando desde que o projecto de itinerâncias teve o seu início, e que já referimos em posts anteriores. A constatação de que, ao contrário de que se poderia pensar quando trabalhamos com alunos de zonas carenciadas, o trabalho proposto é extremamente bem aceite. Como justificação para esta conclusão poderá estar o facto de estas acções se afastarem do modelo de trabalho proposto em sala de aula, aproximando-se de um momento lúdico e de maior diversão. Como é óbvio, o trabalho no espaço da escola obriga a determinadas regras de funcionamento que permitem executar os programas definidos no início de cada ano lectivo. Mas não deixa de ficar no ar a ideia de que se estes programas e os métodos usados para os levar a cabo apostassem num modelo de maior criatividade e “liberdade” poderíamos estar a resolver alguns dos problemas que os professores muitas vezes apontam.
Uma ideia a rever…

ilhavo 015_blog

Ílhavo

ilhavo 016_blog

Ílhavo

ilhavo 019_blog

Ílhavo

ilhavo 006_blog

Ílhavo