Lisboa, Ferreira do Zêzere, Caldas da Rainha, Esgueira, Abrigada…
Os ateliers prosseguem a bom ritmo. Amanhã será a vez de Ansião, no centro do país.
Aqui ficam imagens das sessões de Esgueira (Aveiro), de Ferreira do Zêzere e de trabalhos de alunos à entrada do Colégio Sagrado Coração de Maria, em Lisboa:
Iniciado mais um ano lectivo, os ateliers “A Maior Flor do Mundo” estão de regresso.
Até Dezembro, as palavras de José Saramago, e as imagens e sons a partir delas criadas, partirão ao encontro de centenas de crianças de todo o país. As marcações voltaram a superar as expectativas, estando totalmente preenchidas até Janeiro de 2010.
No regresso, o primeiro atelier terá lugar em Lisboa, passando depois pelas Caldas da Rainha, Abrigada, Esgueira, Constância, Sines, Faro, Condeixa-a-Nova, entre outros.
O blog de acompanhamento ao projecto volta também à sua actividade, albergando as reacções de bibliotecários, professores e alunos e os trabalhos por estes produzidos.
Realiza-se no próximo dia 30 de Julho a estreia em Portugal da longa-metragem De Profundis, de Miguelanxo Prado, com banda-sonora de Nani García, e produzido pela Continental Animación.
Nesta data, Lisboa receberá a visita das máximas autoridades culturais da Galiza, que acompanharão os autores e o produtor dos filmes. Pelas 21.30 Horas, nos Cinemas UCI do El Corte Inglés será exibida a película que “nos narra a fantástica história de um pintor enamorado pelo mar que vive junto à sua amada, uma violoncelista, numa romântica casa situada no meio do oceano”. Na mesma sessão será projectada a curta-metragem de animação A Maior Flor do Mundo, baseada no livro homónimo de José Saramago e realizada por Juan Pablo Etcheverry, com música de Emílio Aragón, que já foi exibida em numerosos festivais do mundo e galardoada com diversos prémios tanto na Europa como na América e Japão. Em Portugal, a Fundação José Saramago iniciou este ano um projecto itinerante de Promoção da Leitura que levou o livro e o filme a dezenas de escolas e bibliotecas de todo o pais. Um trabalho que pode ser acompanhado neste espaço, em textos anteriores.
De Profundis – Imagens
À estreia assistirão os autores, as autoridades galegas, o Presidente do ICA (Instituto do Cinema e Audiovisual), e o administrador-delegado da Fundação José Saramago. O Escritor José Saramago estará presente através de uma vídeo-conferência.
Avançando a passos largos para o final deste ano lectivo, realizaram-se nas duas últimas semanas mais três ateliers A Maior Flor do Mundo. Os dois primeiros levaram-nos ao centro do país, a Condeixa-a-Nova e a Montemor-o-Velho. Em ambos os casos, as actividades tiveram lugar nas respectivas Bibliotecas Escolares, tendo como participantes, e no total, seis turmas do 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico.
Em Montemor-o-Velho, a deslocação do atelier resultou de um contacto entre a coordenadora da Biblioteca Escolar e de uma responsável da Biblioteca Municipal, num exemplo de uma parceria que se verifica em cada vez mais Concelhos do país com resultados positivos. Neste espaço estava patente uma exposição sobre a vida e a obra de José Saramago, com a presença de diversos exemplares de obras do autor, destacando-se uma primeira edição (de 1957) do romance A Terra do Pecado.
Ontem foi a vez de visitarmos a EB 2,3 da Venda do Pinheiro, nos arredores de Lisboa, onde mais quatro turmas do 2.º Ciclo do Ensino Básico assistiram ao atelier. Uma visita a um Centro de Recursos Escolar que oferece aos estudantes a possibilidade de assistir a sessões com autores e a uma série de actividades que contribuem, de forma decisiva, para a promoção do livro e da leitura.
Nos próximos dias, novos trabalhos de alunos e novas imagens serão disponibilizados neste espaço.
Por agora, e enquanto preparamos um balanço desta primeira fase de itinerâncias, fica o convite para que nos acompanhem na sessão sobre a vida e a obra de José Rodrigues Miguéis, que a Fundação está a preparar para o próximo dia 15 de Junho. Será na Casa do Alentejo, pelas 18.30 Horas.
A visita de ontem a Ílhavo contou com a participação de cinco turmas de três escolas do Concelho divididas em três grupos.
Na sala polivalente do belíssimo edifício da Biblioteca, que resultou de um extraordinário projecto de arquitectura que integrou num novo espaço um antigo palácio, os cerca de 100 alunos participaram activamente nas actividades propostas, acompanhados das professoras e da equipa de animação da Biblioteca.
Destas sessões resultou a confirmação de uma tendência que já se vem notando desde que o projecto de itinerâncias teve o seu início, e que já referimos em posts anteriores. A constatação de que, ao contrário de que se poderia pensar quando trabalhamos com alunos de zonas carenciadas, o trabalho proposto é extremamente bem aceite. Como justificação para esta conclusão poderá estar o facto de estas acções se afastarem do modelo de trabalho proposto em sala de aula, aproximando-se de um momento lúdico e de maior diversão. Como é óbvio, o trabalho no espaço da escola obriga a determinadas regras de funcionamento que permitem executar os programas definidos no início de cada ano lectivo. Mas não deixa de ficar no ar a ideia de que se estes programas e os métodos usados para os levar a cabo apostassem num modelo de maior criatividade e “liberdade” poderíamos estar a resolver alguns dos problemas que os professores muitas vezes apontam.
Uma ideia a rever…
A Maior Flor do Mundo, de Juan Pablo Etcheverry e com música de Emílio Aragon, baseada no conto de José Saramago, recebeu o prémio de Melhor Curta-Metragem de animação e ficção do Festival de Cine Ecológico de Canárias.
Após um interregno de 14 anos, a edição deste ano apresentou uma programação que não se limita a mostrar o que de melhor se faz sobre esta temática no cinema mas que procura ser um lugar onde se «analise através do cinema a realidade ecológica na sua máxima pluralidade, que esteja disposto a escutar seriamente todas as vozes e todas as propostas, que seja, fórum e cátedra, e que se converta não apenas em lugar de encontro para os que se preocupam com o presente e com o futuro do planeta, mas também nesse lugar onde do encontro resulte um diálogo verdadeiro, um intercâmbio e um aprofundamento sobre os urgentes problemas que a ecologia assinala, sim, mas que lamentavelmente não está habilitada, por si só, a solucionar.»
“Cenizas del cielo”, de José Antonio Quirós, e “The great squeeze”, de Christophe Fauchere, foram as longas-metragens premiadas nas modalidades de ficção e animação e documental, respectivamente. “Living with Shame”, de Huaquing Jin, recebeu o prémio para a melhor curta-metragem na categoria de documentário.
O júri premiou também o documentário “Tabernas. El Desierto Olvidado”, de Joaquín Gutiérrez Acha, como a melhor produção espanhola. A película canadiana “Saving Luna”, de Suzanne Chisholm e Michael Parfit, obteve o prémio do público, com o nome do emblemático alcaide de Puerto de la Cruz Paco Afonso, o criador do festival em 1982.
Nas duas últimas semanas, a itinerância do atelier A Maior Flor do Mundo levou-nos de Norte a Sul, com paragens em Palmela, Tondela e Santiago do Cacém.
Deste trabalho resultou o contacto com mais cerca de duzentas crianças de distintas regiões do país. Mas, todas elas, com a mesma vontade e disponibilidade para as actividades propostas. Em Palmela visitámos o Centro de Recursos Educativos da EB 2,3 Hermenegildo Capelo onde recebemos a visita de seis turmas do segundo ciclo. Em Tondela, a visita do atelier inseriu-se na Festa do Livro e da Leitura que durante uma semana levou a esta cidade do interior autores, peças de teatro e uma feira do livro. Aqui, o trabalho foi desenvolvido com turmas do primeiro ciclo do ensino básico de aldeias próximas. Ontem foi a vez da visita a Santiago do Cacém onde, na Biblioteca Manuel da Fonseca, espaço que recebeu durante o mês de Abril a exposição José Saramago. Levantado do Chão, realizámos o atelier para três turmas do primeiro ciclo.
A todos os alunos o nosso obrigado e esperamos pelos vossos trabalhos.
Na próxima semana, o atelier viajará até Torres Novas.
Enquanto o atelier A Maior Flor do Mundo continua a sua viagem por Bibliotecas e Escolas de todo o país, que o levou na semana passada à Biblioteca Municipal de Elvas e que passará na próxima semana por Torres Vedras, um e-mail de hoje trouxe-nos o registo em imagem de um conjunto de trabalhos em cerâmica em resultado do atelier que realizámos na EBI/JI do Alto dos Moinhos.
Aqui deixamos esse registo com um agradecimento aos seus autores e aos professores que os orientaram:
Dali para diante, para o nosso menino será só uma pergunta sem literatura: «Vou ou não vou?» E foi.
Mas a flor aprumada já dava cheiro no ar, e como se fosse um carvalho deitava sombra no chão.
Quem sabe se um dia virei a ler outra vez esta história, escrita por ti que me lês, mas muito mais bonita?...